Saiba como os bugs podem impactar as vendas do seu site.

Quando se fala em bugs o mais comum é imaginarmos que algo não está funcionando ou está “quebrado”, porém, existem vários fatores que podem ser considerados bugs sem ser um problema de fato e deve-se considerar: tipos de não conformidade, criticidade e prioridade.

Os bugs ou não conformidades são os responsáveis por causar boa ou má impressão para o usuário, seja ele um problema de entendimento do requisito de negócio ou um comportamento pouco funcional onde, por exemplo, o cliente não consegue concluir o fechamento de um pedido.

Para sites de comércio eletrônico tudo conta para que o cliente saia satisfeito não só com a compra, mas com todo o processo de navegação na loja.

Imagine um cliente que vai até o seu site porque encontrou o produto que procurava com um valor bem mais interessante do que nos demais concorrentes. Esse cliente ao iniciar a navegação no seu site, insere o nome do produto no campo de busca e percebe que existe uma quebra de layout ou que que são exibidos alguns produtos de outras categorias no campo de resultado, ele o cliente seleciona o que deseja e é direcionado para a página do produto escolhido.
Ao verificar as informações técnicas e especificações percebe que existem pequenos erros de ortografia, talvez para ele até esse momento isso pode parecer não impactar na sua compra, então ele segue.

Decidido a finalizar a compra, ele continua e ao clicar na imagem do produto percebe que não abre ou que está desproporcional. O cliente já começa a ficar impaciente e um sentimento de decepção começa a ser maior que aquele sentimento positivo por encontrar o produto, em condições de preços tão bons.

E por fim, ao incluir o produto no carrinho percebe que ao ser direcionado ao checkout ( parte do sistema para seleção de entrega e efetivação do pagamento) – o formulário é confuso e ao incluir as informações para pagamento, o processo é lento. Insatisfeito e desconfiado após enfrentar tantos obstáculos, decide então comprar o produto no concorrente mesmo com a desvantagem de ser mais caro.

Neste exemplo, podemos observar que as não conformidades – que muitas vezes não são pontuadas como bugs do sistema – parecem ser simples como um erro de ortografia ou uma imagem que não carrega, mas causam ao usuário uma má impressão e o resultado disso são clientes insatisfeitos, e que podem desistir da compra, consequentemente contribuindo para a queda do faturamento das vendas.

É importante sabermos que existem diferentes tipos de problemas que podem ser considerados bugs de sistemas, além de problemas funcionais e que todos devem ser tratados com atenção conforme a sua criticidade.

Diante disto, selecionei alguns bugs que podem resultar na situação que usei de exemplo neste artigo:

  • Funcionais: Quando uma funcionalidade não está sendo atendida corretamente conforme o requisito especificado.
    Exemplo: Ao clicar no botão “Limpar”, o campo não é limpo.
  • Interface: Quando é relativo a parte visual, como problemas de renderização, cores, tamanho, layout, etc.
    Exemplo: O label de um botão aparece deslocado, fora da (área) do botão.
  • Texto: Qualquer ocorrência relacionada ao uso incorreto de algum idioma, ou seja, erros gramaticais, escrita…
  • Usabilidade: É algo que foi identificado no sistema que pode tornar a experiência do usuário ou funcionalidade melhor. Por já atenderem os requisitos, não precisam ser tratados com urgência mas já ficam registrados.
  • Segurança: Falhas que possibilitam acessar o sistema sem usar autenticação, sendo possível acessar funcionalidades, coleta e modificação de dados, mudança de comportamento da aplicação ou até mesmo a interrupção de seu funcionamento.
  • Performance (desempenho): Os bugs de performance estão relacionados ao desempenho de um sistema, por exemplo: uma página que fica lenta ao tentar abrir uma imagem ou o site que cai ao receber vários acessos de forma simultânea. Após identificar os tipos de bugs durante os testes, deve-se verificar a sua classificação medindo a criticidade e prioridade.

 

A criticidade é o que define o grau de impacto do bug para o site ou sistema, onde ele pode impactar negativamente no funcionamento. Ela pode ser categorizada
em:

  • Impeditivos: Quando ocorre o uso do sistema e/ou não existe forma de contorná-lo . Exemplo: Ao clicar em um botão, o sistema trava e para seu funcionamento.
  • Alta: Quando impede o funcionamento de algo essencial. Exemplo: Usuário não consegue finalizar um pedido.
  • Média: Que atinge os critérios de aceitação e não afeta ao usuário final. Exemplo: Mensagem de sucesso ou erro não são exibidas.
  • Baixa: Não impacta na ação do usuário ao sistema. Exemplo: Um texto que contém caracteres especiais.

 

Com os bugs identificados e classificados fica mais fácil definir a sua prioridade para resolução. Podemos decidir se serão de prioridade alta, média e baixa.

 

Alta

Precisa ser solucionado imediatamente.

 

Média

Podem ser avaliados e corrigidos assim que possível, mas não têm tanta urgência quanto o crítico.

 

Baixa

Bugs que não afetam a funcionalidade e podem ser corrigidos futuramente. Com isso, podemos observar a importância de saber como funciona corretamente a classificação dos problemas, assim fica mais fácil e efetivo realizar uma tomada de decisão e ter soluções mais rápidas.

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